Mercado turístico da Flórida Central

Recorde de turismo de Orlando em 2025: o que significa para o investidor

Todo mês de maio, a Visit Orlando divulga o número que resume a economia da Flórida Central — e o recorde de turismo de Orlando em 2025 foi o maior da história do destino: 76,7 milhões de visitantes, alta de 1,8% sobre 2024 (Visit Orlando, maio de 2026). Mas o título esconde a parte mais importante para quem investe: o recorde foi puxado inteiramente pela demanda doméstica, enquanto o público internacional, no agregado, recuou. Neste guia, lemos o que há dentro do número e, sobretudo, o que a força do viajante americano significa para o proprietário brasileiro — sem promessas, com fontes.

Em números

Visitantes no total em 2025 (recorde histórico)
Visitantes no total em 2025 (recorde histórico)
Visit Orlando, maio de 2026
Visitantes domésticos em 2025 (recorde, alta de 2,2%)
Visitantes domésticos em 2025 (recorde, alta de 2,2%)
Visit Orlando, maio de 2026
Viajantes domésticos com pernoite (70% do público doméstico)
Viajantes domésticos com pernoite (70% do público doméstico)
Visit Orlando, maio de 2026

O recorde de 2025 é, antes de tudo, uma história doméstica

Orlando fechou 2025 com 76,7 milhões de visitantes, o maior total de visitação da história do destino e uma alta de 1,8% sobre 2024, mantendo-se o destino mais visitado dos Estados Unidos (Visit Orlando, maio de 2026). É um número impressionante, mas a leitura útil para o investidor está no que o compõe.

Praticamente todo o crescimento veio de dentro do país. A visitação doméstica atingiu um recorde de 70,3 milhões de visitantes, alta de 2,2% ano a ano, e as visitas de moradores da própria Flórida subiram 3,4% (Visit Orlando, maio de 2026). No sentido oposto, a visitação internacional recuou 2,4%, para 6,3 milhões — cerca de 156.000 visitantes a menos —, queda explicada principalmente pela redução do turismo canadense (Visit Orlando, maio de 2026). Em outras palavras: o recorde geral foi construído sobre a demanda americana, enquanto o público estrangeiro, no agregado, encolheu.

A própria presidente e CEO da Visit Orlando, Casandra Matej, lembrou que o número "só conta parte da história" e que "além dos números estão as experiências" (Visit Orlando, maio de 2026). Para quem avalia um imóvel de renda, a parte da história que mais importa é justamente de onde vem essa demanda.

A demanda que precisa de uma cama é doméstica

Nem todo visitante gera uma diária. O dado mais relevante para quem pensa em aluguel por temporada é o de viajantes domésticos com pernoite: 49,2 milhões de pessoas em 2025 — 70% de todo o público doméstico —, alta de 1,8% (Visit Orlando, maio de 2026). É esse o universo que precisa de um lugar para dormir, seja hotel, seja casa de temporada.

A composição do público reforça o ponto. Em 2025, 81% dos visitantes vieram a lazer dentro dos EUA, 10% a negócios domésticos e 8% do exterior (Visit Orlando, maio de 2026). O segmento de reuniões e eventos de grupo, que ajuda a sustentar a demanda de meio de semana e fora da alta temporada, somou 5,8 milhões de visitantes, alta de 3,1% (Visit Orlando, maio de 2026).

Para o proprietário brasileiro, há uma consequência prática e, de certa forma, tranquilizadora: a base que enche o calendário de um imóvel de temporada é majoritariamente americana. Você não depende de um único mercado emissor — nem sequer do seu próprio país — para que a demanda exista. O hóspede brasileiro é um nicho valioso, que você entende melhor do que ninguém, mas o volume que dá liquidez ao destino vem do viajante doméstico.

A visitação de Orlando, ano a ano

2024Recorde anterior: 75,3 milhões de visitantesOrlando fecha 2024 com 75.333.800 visitantes, então o maior total já registrado e o destino mais visitado dos EUA. · segundo a Visit Orlando, maio de 2025
2024Base doméstica e internacional em altaA visitação doméstica soma 68.840.300 (+1,4%) e a internacional cresce 5,9%, para 6,5 milhões de visitantes. · segundo a Visit Orlando, maio de 2025
2025Novo recorde: 76,7 milhões de visitantesA visitação total cresce 1,8% sobre 2024 e Orlando segue como o destino mais visitado do país. · segundo a Visit Orlando, maio de 2026
2025O doméstico bate recordeA visitação doméstica atinge 70,3 milhões (+2,2%) e as visitas de moradores da Flórida sobem 3,4%. · segundo a Visit Orlando, maio de 2026
2025O internacional recuaA visitação internacional cai 2,4%, para 6,3 milhões, puxada pela redução do turismo canadense (Canadá −13,3%). · segundo a Visit Orlando, maio de 2026

O Brasil na contramão da queda internacional

Mesmo com a retração do público estrangeiro no agregado, o Brasil foi na direção oposta. Em 2025, o país foi o terceiro maior mercado internacional de Orlando, com 736.300 visitantes, alta de 5,6% (Visit Orlando, maio de 2026) — um avanço relevante diante do ano anterior, quando o Brasil também ocupou a terceira posição, com 697.200 visitantes e crescimento de apenas 0,2% (Visit Orlando, maio de 2025).

O contraste com outros mercados ajuda a dimensionar. O Canadá, ainda o maior emissor internacional, caiu 13,3%, para 1.119.300 visitantes; o Reino Unido subiu 2,8% (933.500), o México 4,6% (458.500) e a Colômbia 5,0% (360.000), segundo a Visit Orlando, maio de 2026. Ou seja: enquanto a queda canadense puxava o total internacional para baixo, Brasil e vizinhos latino-americanos cresciam.

Para o investidor brasileiro, o recado é duplo. O destino não depende do fluxo do Brasil para funcionar — quem sustenta a ocupação é o público doméstico —, mas o nicho brasileiro, que muitos proprietários exploram com anúncios em português e atenção às férias escolares de janeiro e julho, seguia saudável e em alta em 2025.

Da demanda do destino ao número do seu imóvel

A composição do recorde também diz algo sobre a solidez da demanda do destino. Quando o motor da visitação é doméstico, o calendário de Orlando fica menos exposto ao que acontece em um único mercado emissor — a uma alta do dólar que encareça a viagem para estrangeiros, a uma mudança de política de vistos ou a uma retração pontual como a que o Canadá viveu em 2025. O viajante americano costuma chegar de carro ou em voos internos, decide a viagem com menos antecedência e não depende de câmbio para escolher o destino. Isso não elimina a sazonalidade nem a concorrência entre imóveis, mas dá à demanda do destino uma base que tende a resistir melhor quando o fluxo internacional oscila — foi exatamente o que se viu em 2025, quando o público doméstico compensou a queda estrangeira e ainda levou o total a um novo recorde.

Vale guardar a distinção, porém: essa resiliência é do destino, não de uma unidade em particular. Um recorde de visitação descreve o tamanho do mercado, não o resultado de um imóvel específico. Um destino com 76,7 milhões de visitantes também é um destino com dezenas de milhares de casas de temporada competindo por esses hóspedes — e a receita bruta de uma unidade só vira líquido depois de passar por uma série de custos.

Planejar em dólar, pensar em real

Para o investidor brasileiro, toda essa conta acontece em duas moedas. A receita de um imóvel de temporada é em dólar — o que, para muitos, é parte da tese: uma renda descorrelacionada do real. Vale registrar que isso é uma característica do ativo, não uma promessa de resultado. O aporte inicial, os custos de fechamento e as remessas, por sua vez, passam pelo câmbio, e a variação entre a assinatura do contrato e o fechamento entra no custo total da operação.

Ao dimensionar valores em real, leia a cotação pelo que ela é: uma taxa de referência do dia, não uma previsão. Planeje a remessa com folga de prazo e converse com seu banco sobre a documentação de câmbio.

Estime a parcela antes de decidir

Se o plano inclui financiamento, existe a modalidade foreign national — sem histórico de crédito americano —, tipicamente com entrada maior. Antes de qualquer proposta, vale simular a parcela para entender como ela conversa com os custos fixos do imóvel e com uma estimativa conservadora de receita.

Trate qualquer projeção de ocupação e receita como cenário conservador, nunca como garantia — os números de cada propriedade dependem da comunidade, da gestão e da ocupação real.

Como ler o recorde com critério de investidor

O destino não é o imóvel. Os recordes de visitação validam a tese do mercado — Orlando tem demanda turística estrutural e, em 2025, majoritariamente doméstica —, mas não substituem a análise da unidade: HOA, CDD, imposto predial, seguro, gestão e uma estimativa conservadora de ocupação. Os números do destino descrevem o tamanho da quadra, não o resultado do seu jogo.

O aluguel por temporada não é permitido em qualquer lugar. Antes de comprar com esse objetivo, verifique caso a caso o zoneamento, as regras da HOA e do deed e a licença do DBPR (Department of Business and Professional Regulation) exigida para operar. Em Flexway, confirmamos isso antes de qualquer proposta, não depois.

Os números têm data. Tudo o que citamos aqui corresponde ao fechamento de 2025, divulgado em maio de 2026, e ao de 2024, divulgado em maio de 2025. A visitação é atualizada a cada ano; ao avaliar uma compra, peça os dados vigentes — nós os acompanhamos de perto exatamente para isso.

Quer ver como isso se traduz em zonas concretas? Comece pelas nossas guias de Kissimmee e Davenport e ChampionsGate — os corredores clássicos do investidor brasileiro — ou conte para a gente o que você procura, em português, sem compromisso.

Fontes

  1. Visit Orlando — Orlando Welcomed Record 76.7 Million Visitors in 2025, Remaining the Most Visited Destination in the U.S.maio de 2026
  2. Visit Orlando — Orlando Welcomed 75.3 Million Visitors in 2024maio de 2025